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1.
Escolha a imobiliária por critérios técnicos.
Amigos, amigos, negócios à parte. Avalie as
imobiliárias pelos serviços oferecidos, pela
estrutura, profissionalismo dos corretores, ética,
competência, conhecimento do mercado, credibilidade
e meios de captação de potenciais compradores
(anúncios em jornais, site na Internet, placas, rede
de contatos, localização, etc.). É desejável
a escolha de somente uma imobiliária para a venda,
assim você poderá ter um bom controle do processo
e poderá cobrar eficiência. Se algumas imobiliárias
estão vendendo seu imóvel a responsabilidade
é diluída e o trabalho de venda se inibe. Quando
se estabelece a parceria, a imobiliária pode investir
em publicidade, se sente responsável pela venda e se
empenha muito mais. É enganoso pensar que quanto maior
o número de imobiliárias trabalhando, maior
são as chances de venda. Considere também que
as imobiliárias fazem parcerias entre si.
2. Faça uma
avaliação criteriosa. Peça para
a imobiliária de sua confiança para determinar
o valor de mercado do imóvel e estabeleça o
preço de venda. Lembre-se que uma avaliação
acima de mercado à princípio contenta e depois
frusta por não se conseguir vender. Diga a imobiliária
em quanto tempo você espera vender. Fique ciente que
um prazo médio de 6 meses para venda é razoável
e que se você demorar muito para vender, você
está perdendo o custo da oportunidade de realizar outros
negócios ou perdendo os juros de aplicação
financeira se já houvesse vendido. Por isso, considere
para vender rapidamente, aceitar um valor um pouco menor e
aplique convenientemente os recursos. Confira quanto vale
seu imóvel, fazendo você mesmo uma avaliação,
pela tabela do Jornal dos Imóveis (páginas 6
e 7).
3. Forneça
todos os dados. Plantas e dimensões do terreno,
área interna construída, área externa
construída, situação da escritura e registro,
tempo de construção são necessários
para o corretor. Outros dados, como padrão de construção,
tipos de acabamentos, estado de conservação
e distribuição interna deverão ser verificados
no local em visita pelo corretor/captador. É muito
importante que o corretor visite o imóvel antes de
levar qualquer interessado, pois a primeira condição
para vender é conhecer o produto.
4. Deixe colocar
placa. É importante que a imobiliária
escolhida por você coloque placa para facilitar contatos
para venda. É desejável somente uma placa no
imóvel para não depreciá-lo. Perto de
60% dos contatos de interessados em comprar são originários
de placas. Não coloque placa com seu telefone; pois
você provavelmente receberá muitas visitas e
ligações telefônicas indesejáveis.
Enderece estes contatos para a imobiliária para triagem,
que além de mais seguro as chances de se realizar o
negócio, são bem maiores.
5. Venda para o corretor.
Se você não conseguir entusiasmar o captador
/ corretor, provavelmente você terá dificuldades
para vender o imóvel com ele. Algumas vezes é
necessário arrumar aquele problema de umidade, piso
quebrado ou pintar o imóvel para ele se torne um bom
produto. Caso pense em adquirir um outro imóvel, considere
fazer permuta.
6. Trate o imóvel
como um produto. É comum existir valores sentimentais
associados ao imóvel, principalmente se este for moradia
própria ou se o imóvel foi construído
pelo proprietário. É usual, se construímos
e gastamos muito nas fundações ou na terraplanagem
que queiramos repassar tais custos para o preço de
venda do imóvel. Esqueça esses fatores; quem
vai comprar não pode, nem vai valorizá-los.
O imóvel é um produto para quem vende e um sonho
que se realiza para quem compra.
7. Programe as visitas.
Estabeleça os horários que você pode ser
contatado e caso resida no imóvel que vai ser vendido,
combine com antecedência com o corretor os horários
e rotinas de visitas com os potenciais compradores. Indague
com o corretor sobre a capacidade de compra dos interessados.
8. Acompanhe o processo
de venda. Exija da imobiliária um contato
com freqüência máxima de 20 dias, posicionando-o
do processo de venda, informando número de visitas,
comentários dos clientes, número de propostas
e possibilidades da venda. Se possível passe pela imobiliária
de vez em quando. Muitas visitas e nenhuma proposta pode significar,
raramente, que seu imóvel está servindo para
vender outros imóveis ou que há algum problema
a ser sanado. Nenhuma ou poucas visitas podem refletir que
o imóvel não está sendo convenientemente
trabalhado pelo corretor, faltando publicidade, interesse,
direcionamento de clientes ou o que é mais comum, que
o preço está fora de mercado.
9. Receba propostas
formais. Dê preferencia a propostas por escrito.
Esta prática inibe especulações tais
como, você ser testado em relação a preço
ou condições de pagamento e lhe dá maior
segurança no processo.
10. Deixe a negociação
para a imobiliária. Se você residir
no imóvel ou estiver presente durante a visita de um
potencial comprador, procure não conversar especialmente
sobre preços e condições comerciais.
É comum negócios serem bloqueados pela interferência
mesmo que inocente de proprietários.
11. Remunere com satisfação.
Exija uma prestação de serviços eficaz
e em contrapartida, pague com estilo. Não é
recomendável negociar a comissão da imobiliária
ou do corretor, pois corre-se o risco do cliente comprador
ser direcionado para outro negócio. Lembre-se que não
são os 6% de comissão que inviabilizam a venda.
São os 6% que viabilizam a venda através de
serviços que agregam valor a transação,
tais como : avaliação, captação,
publicidade adequada, triagem dos interessados, interação
positiva com os potenciais compradores, realização
de negociação profissional, elaboração
de contratos seguros, assistência a financiamentos,
consultorias diversas e outros serviços agregados.
12. Exija profissionalismo.
Lembre-se que vender um imóvel não é
uma aventura ou golpe de sorte. Para vender no preço
de mercado e com segurança seu imóvel, contrate
uma imobiliária ou um corretor de imóveis que
prestem serviços profissionais e faça uma parceria
vencedora.

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